Avaliação Econômico-Financeira de Projetos

Autores: Profs.MSc. Luciano Mazza e João B Sundfeld
Data: Janeiro - 2011

Introdução e conceitos

Todo investimento, seja governamental ou privado, destina-se a oferecer à sociedade soluções para problemas complexos sobre o  aproveitamento de reservas naturais e de bens produzidos pelo homem, identificados como úteis em todos os campos do desenvolvimento.

Assim, desde o princípio os homens foram aprendendo a dominar o meio ambiente, utilizando-o em seu benefício, até nossos dias, quando melhor conscientizado da importância dos meios de sobrevivência, apercebemo-nos que nossa existência no longo prazo, depende como utilizarmos os bens disponíveis na natureza de modo sustentável.

O surgimento do valor monetário dos bens trouxe à luz a necessidade de empregarmos, da melhor maneira possível, o dinheiro investido. A aplicação de recursos demonstrou que podemos maximizar seu valor na forma de retornos dos investimentos, seja na forma de lucros ao investidor como também, em benefícios para a comunidade. Exemplos típicos são encontrados na aplicação de recursos na extração e industrialização de recursos naturais e na educação dos povos.

Toda indústria está voltada para a produção de bens e serviços e, na estrutura social em que vivemos, o dinheiro tem a função de facilitar o processo de transações entre pessoas – físicas e jurídicas – distribuindo o progresso num constante ir e vir cada vez mais frenético. Nas últimas décadas a utilização da informática, apressou muitas tarefas que antes exigiam mais tempo e investimentos. Hoje, as comunicações são instantâneas e mais valiosas. Tornou-se mais difícil a guarda de segredos, num mundo globalizado, conforme o definiu Thomas L. Friedman em seu livro O Mundo é Plano (Objetiva, 2005).
Sob a visão do marketing no mundo dos negócios, Michael Porter, entregou-nos, na década de 1980, sua importante contribuição apresentada no conceito das Cinco Forças, demonstradas em seu livro Estratégia Competitiva (Campus, 1985).

Porter apresentou a interação entre fornecedores, empresas de manufatura ou serviços competindo pelo mercado consumidor. Mapeou com rara clareza, os conceitos de novos entrantes, produtos e serviços substitutos e, mais recentemente, a sexta força representada pelos facilitadores de tecnologia da informação, logística, marketing, vendas, finanças e apoiadores para outras necessidades. Abriu-se, assim um universo de infinitas possibilidades de planejamentos estratégicos para os negócios.
Planejar é construir o futuro com objetivos e metas que devem ser mensuráveis no tempo. As ciências econômicas e matemáticas nos possibilitam avaliar investimentos e seus retornos. Pode-se afirmar que, um projeto procura simular a decisão de investir e suas implicações, aprimorando dados e conclusões, segundo a seguinte classificação apresentada no Manual Operacional SEBRAEtec e Metodologia do PMI – Project Management Institute – USA:

A Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração - ABM, além de oferecer seus inúmeros cursos técnicos, decidiu, a partir de 2005 oferecer às empresas, um curso com 24 horas/aula, sob o título de Avaliação Econômico-Financeira de Projetos, abrangendo análises, projeções de investimentos, planejamento estratégico e retornos dos investimentos.

Entregou a coordenação ao engenheiro e Prof. MSc. Luciano Mazza que mobilizou uma equipe de profissionais igualmente experientes para compor a estrutura do curso. Convidou o Prof. MSc. João Baptista Sundfeld, economista, contador, mestre em Educação/Currículo e consultor de empresas e o Prof. José A. Sette Bicalho, engenheiro de minas, pós-graduado em engenharia econômica e consultor de empresas.

Os conhecimentos desses três professores e suas profundas experiências na direção de diversas empresas, possibilitaram as condições para apresentar o curso, que já está em sua 10ª edição (2010).
Os estudos de projetos contam com a apresentação do Manual Operacional SEBRAEtec, do Project Management Institute dos EUA e dados da Lei 8666, de 21.06.93 e normas pertinentes a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Iniciado desenvolvimento do projeto, registram-se os detalhes como “as built”, ou seja, como foi construído, para uso em necessidades futuras.

Conteúdo programático do curso

  1. Conceituação das Etapas da Engenharia de Implantação de Projetos de Investimento.
  2. Matemática Financeira, apresentando conceitos de juros simples, compostos, montante, valores presentes, futuros e taxas equivalentes.
  3. Conceitos Financeiros Básicos sobre avaliação de empresas, natureza das análises de projetos, determinação das necessidades de capitais (fixos e circulantes), depreciações e amortizações sob o ponto de vista da contabilidade e Leis 6404/76 e 11.668/2008.
  4. Análise de Balanços Patrimoniais
  5. Demonstrativo de Resultados
  6. Diagramas do Fluxo de Caixa Empresarial e de Projetos
  7. Comparação entre alternativas de Investimento, com cálculos de Valor Futuro do Fluxo de Caixa do Projeto.
  8. Cálculo dos Valores Presentes do Fluxo de Caixa Descontado
  9. Cálculo dos Retornos dos Investimentos por meio do Payback, da Taxa Interna de Retorno - TIR e do Custo Anual Uniforme - CAU.

Observação: todos os conteúdos são apresentados com slides e os alunos exercitam os conceitos por meio de exercícios em sala de aula e recebem um Caderno de Exercícios para complementar os estudos.
No Caderno de Exercícios são resolvidos problemas sobre investimentos e seus retornos, escolhendo-se a melhor hipótese diante da Taxa Mínima de Atratividade – TMI.
É apresentada extensa bibliografia para escolha dos alunos.
O ponto alto dos cursos são as dinâmicas e debates entre alunos e professores sobre todas as apresentações teóricas com exemplos de casos reais.
Já participaram dos cursos, profissionais da Companhia Siderúrgica Nacional, VALE, Novelis do Brasil, USIMINAS, Joari Mineração entre outras. Os alunos utilizam planilhas elaboradas para facilitar o uso das diferentes alternativas de cálculos, tornando o desenvolvimento das escolhas de soluções.
As ótimas avaliações dos cursos nos tem animado a prosseguir com o programa, mantendo-o sempre atualizado com as novas regulamentações e técnicas de análise econômico-financeiras.

(*) João B.Sundfeld é economista, pós-graduado em marketing e mestre em educação pela PUC/SP. Professor e sócio da Sundfeld & Associados – Gestão Empresarial