Educação financeira para adultos

Autor: João B. Sundfeld
Data: Outubro - 2011

Temos recebido solicitações para instruir pessoas adultas, sobre como tratar suas questões financeiras. Para aqueles ou aquelas pessoas acostumadas a lidar com números, o assunto é mais fácil. Entretanto, existe quem não goste e tem até aversão pelo assunto. Porém, quem, na vida doméstica ou profissional, pode dispensar cuidados com suas finanças?

Na verdade, há técnicas para controlar recebimentos e gastos, bem como contas bancárias, cartões de crédito e outras operações normais de nosso cotidiano. Alguns até podem contratar um administrador para fazer esse trabalho, mas são poucos os que o fazem.

Acontece que é muito comum e mais do que se imagina, haver descontrole nas finanças pessoais, principalmente nas famílias. Na vida moderna e nas grandes cidades, há muitas ocasiões causadoras de estresse, tais como:

Portanto, tantas são as necessidades, que é compreensível haver dúvidas. Às vezes, é necessário contrair um empréstimo, mas é preciso conhecer a taxa de juros mensal e demais custos que, em geral, os acompanham, como taxa de abertura de crédito, ficha cadastral, impostos, entre outras despesas.

A avaliação das condições específicas pode tornar-se um problema. Nem todos sabem que podemos solicitar às entidades financeiras, o Custo Efetivo Total, conhecido no mercado como CET. As organizações financeiras têm obrigação, por lei, de fornecerem o CET aos clientes.

Pessoas com boa Educação Financeira têm mais possibilidades de evitar o estresse causado por descontrole no uso do dinheiro em sua vida, quer pessoal ou profissional. Frequentemente, somos chamados para prestar esse tipo de serviço para pessoas físicas ou jurídicas e, conhecemos situações dramáticas por terem sido mal trabalhadas ou, de alguma forma, deixadas para mais tarde, o que nunca vai ser solução satisfatória. Algumas recomendações poderão ser antecipadas nesse artigo. São elas:

O tema não é fácil, pois requer muita disciplina e desapego quanto às necessidades geradas pela propaganda televisiva ou por jornais e revistas, que poderão influenciar compras desnecessárias ou despropositadas.

Em casos críticos ou que fujam à sua capacidade de compreensão, colocamo-nos à disposição para uma consulta pessoal ou um trabalho temporário estruturado, a fim de planejar seus controles financeiros.

(*) João Baptista Sundfeld, economista, mestre em Educação, professor de Planejamento Estratégico e Análise Financeira, é sócio da Sundfeld & Associados.