Autor: João B. Sundfeld
Data: Outubro - 2011
Conforme já disse o Dr. William Deming, norte-americano, especializado em qualidade e produtividade, que desenvolveu trabalhos nos Estados Unidos e Japão: “Sem conceito, não há conhecimento”.
Para estabelecermos a sistematização na implantação de novos processos, necessitamos fixar alguns conceitos, para evitarmos as armadilhas que a improvisação sempre nos deixa ao longo de nossa jornada.
A técnica mais utilizada para gestão empresarial é o Planejamento Estratégico. Vamos analisar, ainda que brevemente, quais suas principais implicações.
Planejar é a mais importante tarefa a ser cumprida pela diretoria de uma organização. Envolve a reflexão sobre o que estamos dispostos a investir para realizar ações. Podemos planejar todas as atividades. Vejamos alguns exemplos:
Estas e outras questões derivadas devem ser planejadas.
Os grandes problemas residem em: Como devemos planejar e qual a melhor metodologia?
Antes de buscar respostas, vamos refletir sobre os conceitos de planejamento estratégico.
Existem muitas definições, mas escolhemos uma por ser simples e relativa à atividade empresarial:
“Planejamento é a ação que estabelece um futuro desejado para a organização, os objetivos a atingir e os meios para atingi-los”.
A palavra “estratégia”, originalmente, foi utilizada na arte militar, assim como a palavra “tática”. Modernamente, ambas podem ser usadas pelas empresas, para alcançar objetivos já definidos.
É frequente vermos empresas fixando metas sem que um estudo minucioso preceda essa fixação. Vamos assumir, por exemplo, que a diretoria da TAM LINHAS AÉREAS decida fixar os seguintes objetivos e metas:
Em princípio, a fixação de objetivos e metas parece ser a resposta certa à questão do planejamento, mas não basta. Senão vejamos:
Poderemos questionar também, se antes de fixar tais objetivos, não seria mais produtivo pesquisar previamente:
No início do século XX, foram desenvolvidas novas técnicas para a Administração Científica por Taylor nos Estados Unidos e utilizadas por empresas como Ford e GM. Após a 2ª Guerra Mundial, o Japão gerou nova evolução, visando obter a participação e o comprometimento das pessoas em todos os níveis das empresas.
Para estimular mais ainda a sistematização, foi criada a técnica chamada de Gerenciamento por Diretrizes - Hoshin Kanri em japonês – que estuda, detalhadamente, todas as ações propostas que serão documentadas e, em seguida implementadas, utilizando um instrumento de gestão conhecido como P-D-C-A, ou seja:
PLAN = Planejamento
DO = Desenvolvimento das ações planejadas
CHECK = Conferência ou checagem entre o planejado e o desenvolvido
ACT = Agir corretivamente e realimentando o PDCA.
A utilização do Planejamento Estratégico por Diretrizes permite desdobrar as diretrizes básicas, fixadas pela alta administração da empresa, detalhando para cada área de responsabilidade da organização os Planos de Ação com cronograma físico e financeiro, para que sejam atingidos os objetivos fixados.
Trata-se de sistema estruturado que permite medir os resultados e a consolidação dos processos, bem como a análise de problemas, com instrumentos que permitem encontrarmos soluções mais favoráveis ao sucesso da organização e ao bem-estar de todos os envolvidos.
(*) João Baptista Sundfeld, economista, mestre em Educação, professor de Planejamento Estratégico e Análise Financeira, é sócio da Sundfeld & Associados.