Plano de cargos e salários

Autor: João B. Sundfeld e Jarbas Bueno
Data: Julho - 2011

As empresas bem administradas constroem um Plano de Cargos e Salários, como base para a configuração das remunerações dos colaboradores. Pode ser integrado a um Plano de Carreiras, para orientar o desenvolvimento e progresso das pessoas dentro da organização. Entretanto, antes de aprovar a construção de um PCS, a diretoria precisa tomar alguns cuidados. A listagem abaixo não esgota o assunto, mas busca chamar a atenção sobre itens importantes, que precedem o PCS.

  1. Eliminar problemas estruturais necessários ao bom planejamento dos negócios. São exemplos: fechar instalações idas como        desnecessárias; encerrar atividades incompatíveis; eliminar        gargalos do organograma e outros problemas identificados         por uma boa gestão dos negócios.
  2. Eliminar situações de atritos existentes com sindicatos.
  3. Cercar-se do apoio de advocacia trabalhista.
  4. Outros vinculados às especificidades da empresa.

Como qualquer projeto, o PCS deve ser apoiado pelos líderes da empresa, inclusive porque passará a servir de base para novas contratações e retenção de talentos. Os setores de Recursos Humanos e Departamento de Pessoal serão grandes usuários do PCS. A metodologia utilizada não significa que haverá aumento de custos, nem implantar aumentos ou redução de quadros ou salários. Antes de tudo, trata-se de sistematização, o que só traz benefícios, inclusive em negociações salariais.
Atualmente, a maioria dos candidatos a emprego, pergunta se há um PCS e formas de ascensão na empresa. Devemos admitir que  essa atitude, é uma mudança de comportamento, se comparada com 20 ou 10 anos atrás, quando a vontade de progredir na empresa não era dita tão claramente. As histórias de vida de grandes organizações têm demonstrado que os pioneiros e seu pessoal cresceram juntos e, muitas dessas empresas hoje ainda estão vivas, firmes e saudáveis.

    
METODOLOGIA
Há, basicamente, dois métodos mais utilizados:

        Eventual divulgação deverá ser feita com a plena autorização dos responsáveis pela empresa. É difícil estimar um prazo para realização de todo o projeto, porque depende do número de cargos existentes e da metodologia aplicada. A utilização do Método de Pontos, sempre é mais demorada e dependerá de estudos cuidadosos por parte da equipe responsável pela elaboração do plano, que se valerá da opinião de tomadores de decisão. Os julgamentos sempre têm uma parte imponderável e de difícil superação, pois no final, o sistema significará mais pontos e alterações de remunerações no futuro.
Os resultados da implantação de um PCS implicam em sua manutenção rigorosa, porque é um poderoso instrumento para a administração do pessoal colaborador. Podemos destacar os seguintes benefícios:

Por fim, recomendamos a contratação de empresa especializada e independente, para que os resultados sejam validados.

(*) João Baptista Sundfeld é economista, pós-graduado em  Marketing, mestre em educação, coach, professor de planejamento estratégico e associado a Turnarond Management Association. É sócio da Sundfeld &  Associados.          
(*) Jarbas Bueno de Souza é economista, pós-graduado em Organização e Gestão de Recursos Humanos, consultor e ex-Perito Judicial Trabalhista e Cível.