Autor: João B. Sundfeld
Data: Abril - 2010
Fonte: Portal Qualidade Brasil
O comportamento dos consumidores mudou de, ter a expectativa de comprar produtos com qualidade, para exigir produtos e serviços com qualidade. A qualidade na produção é uma necessidade que não pode ser ignorada por quem produz, pois os clientes estão mais atentos quanto aos benefícios de produtos e serviços de qualidade. A consequência é que os controles sobre a produção mudaram do final da linha para o controle durante a produção, sendo os operadores responsáveis pela qualidade. Essa mudança trouxe a necessidades de novos treinamentos e a redução dos níveis de tolerâncias a falhas.
Ocorrências imprevistas sempre ocorrerão, entretanto há instrumentos de controle e análise disponíveis às empresas que querem solucionar as causas de defeitos e falhas. O Quadro 1 abaixo demonstra o Registro de Falhas e a análise visual destacada no Diagrama de Barras.
Quadro 1 - No exemplo, a falha de maior importância é o “risco na superfície”, tanto na quantidade (43%), quanto no valor relativo de custo (40%), portanto é a primeira a ser analisada e corrigida.
O desenvolvimento de sistemas da qualidade existe desde a Antiguidade. Mais recentemente, o economista e sociólogo italiano Vilfredo Pareto, morto em 1923, deixou sua contribuição ao assunto por te criado a famosa lei dos 80-20 ou dos “poucos essenciais”.
Sugerimos ao leitor fazer um teste. Numa análise de marketing estratégico, experimente tomar seus clientes ou fornecedores e calcule a participação e importância de cada um em seus negócios. A conclusão deverá mostrar que 20% deles corresponderão a 80% do total. Os números são aproximados, mas nossa experiência tem confirmado a perfeição da Lei de Pareto, mostrando que poucos são os essenciais.
O desenvolvimento de sistemas de controle da qualidade prosseguiu veloz durante todo o século 20. Em 1949 o Dr. Kaoru Ishikawa, professor emérito da Universidade de Tokyo, estimulado pelos ensinamentos dos Drs. Deming e Juran, americanos levados ao Japão após o final da 2ª Guerra Mundial, publicou um livro, posteriormente traduzido para todas as línguas vivas, com o título em inglês de “Introduction to Quality Control” (1994, Editora 3 A, Tokyo) tornando-se um dos mais importantes compêndios sobre Qualidade.
Não é por acaso que o Japão é hoje a segunda mundo, atrás apenas dos EUA. No Brasil, a utilização dos programas de Políticas da Qualidade teve muito desenvolvimento nos anos 70 e até hoje estão perpetuados nas melhores empresas do País.
Quando uma empresa se empenha num programa de Política da Qualidade, é fundamental que construa um sistema de cooperação no qual todas as pessoas envolvidas trabalhem em equipe, desde o mais simples colaborador até o mais alto posto na administração da empresa. Assim, todos poderão comemorar os bons resultados, inclusive os clientes que adquirem produtos com mais qualidade.
(*) João B. Sundfeld é economista, pós graduado em marketing com mestrado em educação. É sócio e consultor da SUNDFELD & Associados – Gestão Empresarial