A sucessão nas empresas familiares

Autor: João B. Sundfeld
Data: Abril - 2008

A revista norte-americana Business Week publicou em 2003 um trabalho concluindo que dentre as 500 maiores empresas dos EUA, 177 são de origem familiar, ou seja, 1/3. No mundo trabalhos de autores de renome afirmam que 70% a 85% das empresas são familiares variando conforme o país. No Brasil esse percentual atinge a 90% (Prof.Fernando Curado, Business School SP - Folha de São Paulo de 30.08.05). A questão da sucessão em empresas familiares pode ser enfrentada de forma planejada e profissional para evitar sérias conseqüências. Entretanto, são conhecidos os problemas familiares causados por desentendimentos, ciúme e outras causas. A questão é por demais importante para ser deixada ao acaso.

O sucessor precisa do apoio do sucedido e da aprovação dos demais membros da família. Grandes empresas, por terem contratado executivos profissionais ou porque abriram o capital ao mercado financeiro, têm maior facilidade nas transmissões sucessórias, especialmente se os familiares já estiverem compondo um conselho de administração.

Apesar das dificuldades de previsões futuras, em nossa experiência como consultores de gestão empresarial, sempre recomendamos que a questão seja incorporada ao planejamento estratégico de longo prazo de forma que a família possa refletir com antecedência sobre seu futuro e o da empresa. A atuação do fundador pode ter dado certo no passado, todavia, no mundo globalizado atual poderá ter que sofrer adequações.

Pelo exposto é que propomos que o momento da sucessão, qualquer que seja a causa, seja tratado com antecipação, prudência, maturidade e ponderação.

(*) João Baptista Sundfeld, economista, mestre em Educação, professor de Planejamento Estratégico e Análise Financeira, é sócio da Sundfeld & Associados.